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A relação entre estratégia de marketing de conteúdo e transformação digital

Posted on junho 16th, 2020

A estratégia de marketing de conteúdo da sua empresa pode ajudar a aprimorar a experiência do cliente e guiar ações e processos de transformação digital. Entenda por quê.

Em meio a uma pandemia global, muitas empresas tiveram que rapidamente migrar suas operações para o ambiente digital. Nesse processo, algumas saíram na frente e conseguiram se adaptar às novas demandas da crise rapidamente.

Em uma primeira análise, parece que esses negócios saíram na frente porque já utilizavam ferramentas digitais, o que facilitou a transição.

Mas será que é só isso? Utilizar canais e plataformas digitais basta para se preparar para o mercado digital?

Um olhar mais atento mostra que não.

O que se vê é que as organizações que estão passando ou já passaram por uma transformação digital entendem que devem ser ágeis para responder às mudanças de mercado e, além disso, precisam estar preparadas para aproveitar rapidamente oportunidades de expandir, se destacar e inovar – até mesmo em meio a crises. Ou seja, a implementação da tecnologia em si é consequência dessa mentalidade.

Portanto, o grande diferencial de uma empresa preparada para o mercado digital não o número de plataformas e softwares que ela utiliza, mas sua capacidade de se adaptar às demandas dos clientes e aproveitar oportunidades do seu setor.

Ou seja, há uma cultura digital que possibilita que a organização mude, inove e transforme processos e até modelos de negócio para acompanhar os movimentos do mercado.

Ok, mas, tratando agora da pergunta do título…

A verdade é que essas duas áreas estão mais interligadas do que você imagina. O eixo que une esses dois conceitos? O foco nos consumidores.

Porém, antes de falar sobre isso, precisamos esclarecer alguns conceitos

O que é estratégia de conteúdo?

A estratégia de conteúdo é construída com base em uma série de regras, metodologias, governanças e workflows que determinam como o conteúdo será planejado, desenvolvido, distribuído, gerenciado e mensurado. Ou seja, diz respeito às diretrizes internas relacionadas à área de conteúdo.

O que é marketing de conteúdo?

Marketing de conteúdo está relacionado à execução das estratégias de conteúdo – portanto, envolve a parte tática. Ou seja, trata-se do desenvolvimento, da curadoria, da distribuição e da gestão de conteúdo.

Nas palavras de Joe Pulizzi, criador do Content Marketing Institute:

“Marketing de conteúdo refere-se à criação de conteúdo relevante e atraente de uma forma consistente, para um público-alvo, com foco em todas as fases do processo de compra – desde o momento em que o cliente conhece a empresa até tornar-se um evangelizador da marca.”

O que é estratégia de marketing de conteúdo?

A estratégia de marketing de conteúdo leva em conta os parâmetros estabelecidos pela estratégia de conteúdo para desenvolver o planejamento de conteúdos específicos voltados a atingir objetivos de marketing e também objetivos gerais da organização. 

estratégia de marketing de conteúdo

Imagem: Moz

Estratégia de marketing de conteúdo, transformação digital e experiência do cliente

marketing de conteúdo

Se, por um lado, ter uma cultura digital capacita a empresa a responder rapidamente às movimentações do mercado, por outro, processos eficientes de relacionamento com o público ajudam a organização a entender e, em muitos casos, antecipar demandas, preferências e expectativas dos consumidores.

Ou seja, a experiência do cliente está no centro do desenvolvimento de uma cultura digital nas organizações. E, no centro da experiência do cliente, está o marketing de conteúdo!

Leia também! Como o marketing de conteúdo pode ajudar a aprimorar a experiência do cliente

→ Inclusive, promover uma experiência melhor aos clientes é a motivação de praticamente metade  (40%) das empresas que embarcam na jornada de transformação digital.

Em entrevista à revista VendaMais, Jair Romano Junior, especialista em Transformação Digital, Metodologias e Cultura Organizacional, resume bem o papel da experiência do consumidor na construção de uma cultura digital.

“Transformação digital significa que a empresa terá que desenvolver a capacidade de se organizar, se adaptar, mudar rapidamente e ter sucesso em um ambiente mutável, incerto e turbulento – como em uma pandemia inesperada, por exemplo. Implica, primeiramente, entender que seu verdadeiro chefe é o cliente, e que toda a jornada de transformação digital deve tê-lo como protagonista.”

Ok, agora, vamos analisar alguns pontos?

1) Conteúdo e experiência do cliente

Sabemos que o marketing de conteúdo impacta na experiência do cliente. Afinal, todo conteúdo que seu público consome conta como um ponto de contato com sua marca. Por sua vez, cada ponto de contato ajuda a formar a experiência dos consumidores e a imagem que eles têm de sua organização.

2) Conteúdo na jornada de compra

O conteúdo está presente em todas as etapas de relacionamento de uma empresa com seu público – quando o cliente tem um problema ou necessidade e está buscando soluções, na hora em que ele decide efetivamente comprar, até na fase de pós-venda e fidelização.

As informações oferecidas em cada um desses estágios guiarão e impactarão diretamente a decisão de consumo das pessoas e também influenciarão a lealdade delas em relação à sua marca.

Leia também! O conteúdo concierge e um novo olhar sobre a jornada do consumidor

3) Conteúdo e mídias e plataformas digitais

Em um mundo digital, os clientes consomem, compartilham e se apropriam do seu conteúdo em plataformas digitais. Mas, para ter sucesso em tais plataformas, apenas utilizá-las na distribuição de conteúdo não é suficiente.

É necessário ter uma cultura digital para entender como aproveitar ao máximo o potencial de contato com os consumidores nessas plataformas, falando e entendendo a linguagem dos clientes nesses canais.

E é por conta dessas questões que a estratégia de marketing de conteúdo, a experiência do cliente e a transformação digital estão tão interligadas.

Como a estratégia de marketing conteúdo pode ser útil nos processos de transformação digital

marketing de conteúdo

Lembra que no início deste artigo esclarecemos as definições de estratégias de marketing de conteúdo e marketing de conteúdo em si?

Pode parecer um detalhe não muito importante, mas ter uma noção clara do papel da estratégia de marketing de conteúdo fará toda a diferença para que a empresa consiga aproveitar ao máximo o potencial do marketing de conteúdo – e, também, para que saiba como utilizar essa estratégia durante o processo de transformação digital.

Afinal, muitos profissionais ainda enxergam o conteúdo como uma área ou atividade isolada, que diz respeito apenas ao setor de Comunicação ou Marketing, ou, pior, que se trata somente do que a marca publica nas redes sociais ou no blog.

Contudo, como explicamos, a estratégia de marketing de conteúdo está diretamente ligada aos objetivos gerais da organização.

Ela vai determinar como o conteúdo poderá ser utilizado não somente para aumentar as vendas, mas especialmente para contribuir para que a empresa cumpra sua missão, esteja alinhada ao seu propósito e atinja suas metas em diferentes áreas.

Em um cenário de transformação digital, a estratégia de marketing de conteúdo precisa ter capacidade de adaptação. Mais do que isso, as interações e feedbacks gerados por meio das ações de marketing de conteúdo devem ajudar a direcionar as mudanças e movimentações dentro da empresa.

estratégia de marketing de conteúdo

A seguir, entenda algumas maneiras pelas quais a estratégia de marketing de conteúdo está diretamente relacionada à transformação digital.

1) As ações de marketing de conteúdo podem indicar novos modelos de negócios

transformação digital

Empresas que possuem uma cultura digital respondem rapidamente às mudanças de mercado e de demandas dos consumidores. Essa resposta muitas vezes pode vir na forma de um novo modelo de negócio, um novo produto ou serviço e/ou novas formas de vender e se relacionar com os clientes.

A estratégia de marketing de conteúdo é relevante nesse sentido porque possibilita que se conheça muito bem um público. Para isso, é possível, por exemplo:

Na prática!

▸ O interesse dos clientes por conteúdos que tratam de determinado tema relacionado ao seu setor pode indicar uma tendência de mercado e apontar para uma oportunidade de a empresa inovar ou para a necessidade de adaptar suas operações.

Sendo assim, as informações e dados gerados pelas estratégias de conteúdo ajudarão a identificar tendências e movimentações que revelam necessidades de mudança e também oportunidades de inovação.

2) A união de estratégias digitais e de marketing de conteúdo ajuda a empresa a se adaptar às demandas do consumidor

estratégia de marketing de conteúdo

O mundo digital moldou as expectativas das pessoas em relação à maneira como elas se comunicam e se relacionam. E isso, claro, tem impactado também na comunicação entre marcas e seus públicos.

Agilidade, conveniência e resposta em tempo real já não são exigências de um grupo exclusivo de consumidores. A maioria das pessoas está acostumada com essas questões e, consequentemente, espera que as marcas ofereçam comunicação e serviços ágeis, convenientes e conectados 24 horas.

A questão é: como se alinhar a essas expectativas?

É verdade que diversas ferramentas e softwares possibilitam que as empresas ofereçam aos clientes respostas em tempo real e conectividade constante. Contudo, a tecnologia, por si só, não é suficiente. Ter uma estratégia de marketing de conteúdo alinhada às estratégias digitais pode fazer toda a diferença.

Afinal, unir marketing de conteúdo às ferramentas digitais adequadas permite que sua empresa entregue o conteúdo certo, na hora certa, para o cliente certo, na plataforma certa, no formato certo – oferecendo, portanto, a agilidade e a conveniência que os consumidores demandam.

3) Estratégias de marketing de conteúdo ajudam a conduzir mudanças e fortalecer relacionamentos

transformação digital

Transformação digital não se trata apenas de tecnologia, mas, principalmente, de pessoas. Esse é um consenso entre os especialistas na área.

Ou seja, a maneira como as pessoas utilizam as tecnologias e ferramentas é o que faz diferença para tornar uma empresa mais preparada para o mercado digital.

Nessa esfera, uma estratégia de marketing de conteúdo qualificada também ajuda a colocar a organização no caminho certo para a construção de uma cultura digital. Especialmente porque, por meio dela, é possível desenvolver ações de conteúdo para amparar os colaboradores e os clientes ao longo desse processo.

Por exemplo:

Uma empresa alinhada ao mercado digital está preparada para implementar mudanças em seus processos de forma ágil, certo?

Nesse cenário de transformação constante, é importante contar com uma estratégia de marketing de conteúdo eficiente para comunicar não somente eventuais mudanças e atualizações, mas também a lógica por trás delas.

Inclusive, em alguns casos, a inovação implementada pela marca vai gerar a necessidade de educar o público – e o marketing de conteúdo é fundamental nessa tarefa!

Além disso, é possível desenvolver uma estratégia de marketing conteúdo voltada a capacitar e educar o público interno (colaboradores, líderes, investidores) em temas e tecnologias relevantes para que a empresa possa evoluir em sua transformação digital.

Viu como uma estratégia de marketing de conteúdo eficiente pode fazer toda a diferença no posicionamento de uma empresa no mercado?

É claro que a transformação digital envolve outros setores nas organizações, mas a área de conteúdo pode ser uma aliada crucial nessa jornada!

Afinal, não só a estratégia de marketing de conteúdo é diretamente afetada pela transformação digital nas empresas, como também pode direcionar as mudanças e inovações necessárias para que a organização esteja mais alinhada às demandas dos consumidores e tendências de mercado.

Agora, gostaríamos de saber:

Envie um e-mail pra gente!

Além de esclarecer suas dúvidas, podemos conversar sobr como posicionar sua empresa de maneira relevante e alinhada às demandas do mercado digital por meio de uma estratégia de marketing de conteúdo qualificada e relevante.


Imagens: Javier Allegue Barros; John Schnobrich; Octavian Rosca; Rodion Kutsaev; Andy Kelly via Unsplash 

Uma conversa sobre marketing e vendas que não pode ser adiada

Posted on maio 11th, 2020

A  crise da COVID-19 acelerou um processo que já estava em andamento dentro das estruturas de marketing e vendas das organizações – a compreensão de que transformação digital é mais do que ter um perfil no Instagram ou em qualquer outra rede social do momento. 

A jornada de compra do cliente se tornou digital e deixou de ser linear há muito tempo. O mais comum hoje é o prospect chegar ao vendedor já muito municiado de informações a respeito do que planeja comprar e do que os seus concorrentes oferecem. Porém, muitas empresas parecem não se dar conta disso. Vendem como sempre venderam e insistem em modelos fadados à extinção. O tempo do “em que posso ajudar?” e do vendedor tirador de pedidos acabou. 

Além disso, enquanto estamos apenas preocupados com o funil de vendas, deixamos de olhar para a história que a empresa está construindo… 

“Colocamos todo nosso foco na transação individual e ficamos cegos no que diz respeito ao suporte, à experiência de compra e ao atendimento ao cliente.”

A frase acima foi extraída do livro Unselling. Nele, Scott Stratten e Alison Kramer questionam a lógica do funil de vendas e trazem uma visão mais realista a respeito de como as empresas devem gerenciar seu relacionamento com prospects e clientes.

Na obra, os autores apresentam o conceito da nuvem de vendas pré-funil, que é formada pelas áreas em que seu cliente circula antes de interagir com você. E aí falamos de absolutamente todo ponto de contato que ele possa ter com a sua empresa. Seja por amigos, familiares e parceiros de negócios ou por conta própria, na internet – por meio de vídeos, artigos, reviews, críticas, redes sociais etc.

“É nessa nuvem de vendas pré-funil que a maior parte das decisões de compra é feita. Na verdade, quando alguém já está em seu funil de vendas tradicional (que começa com a captação do lead), sua maior obrigação é não estragar tudo. Afinal, a pessoa já foi impactada por algum item da nuvem”, apontam Scott Stratten e Alison Kramer.

O velho mantra que prega a importância de conhecer o cliente segue mais atual do que nunca, só que de uma forma que exige mais ação e proatividade das empresas.

Unselling e o marketing de conteúdo
Conhecendo o autor no Content Marketing World, principal evento de marketing de conteúdo do mundo, que acontece anualmente, em Cleveland

Como as empresas podem se relacionar melhor com os clientes e prospects na era digital

Se a jornada de compra é cada vez mais complexa, imprevisível e digital, como as marcas podem entender as demandas de seus prospects e clientes e atuar de forma inteligente comercialmente falando?

Entre dúvidas e questionamentos que você provavelmente tem agora, a certeza é que é preciso entender que o contexto de transformação digital que vivemos só vai se intensificar. Portanto, para continuar relevante e, sendo mais alarmista, sobreviver, é preciso contar com o apoio de metodologias e tecnologias capazes de coletar dados de forma ética e transparente, monitorar comportamentos e entregar o que o cliente quer e precisa, no momento certo.

Indo além, é preciso – e possível, até – antecipar necessidades e criar demanda. A imagem abaixo ilustra precisamente a mudança dos tempos.

funil de marketing e vendas

A relação entre a era do conteúdo e o seu departamento comercial 

Os clientes buscam se relacionar com empresas que se importam não apenas em vender, mas também em ajudá-los em suas principais demandas. 

Quando falamos nas relações B2B, toda empresa preocupada com o futuro de suas vendas precisa entender isso e ter em mente que ao ser um guia para os seus clientes, se tornará referência e será mais lembrada que o concorrente. Logo, sairá na frente.

Se na teoria isso faz total sentido, sem as ferramentas adequadas, a execução tende a não ser tão simples… 

Então, na prática, como fazer isso de forma espontânea, porém estruturada e acompanhada por processos e ações que conectem ações de marketing e vendas? 

Antes de mais nada, a boa notícia é que por mais que tudo isso não seja novidade, estatisticamente ainda são poucas as empresas que fazem esse trabalho bem. Logo, se jogar as cartas certas, você terá uma grande oportunidade de estar à frente da concorrência. E nós vamos ajudá-lo a fazer essa jornada.

Leia também

Já falamos inúmeras vezes sobre por que você precisa investir em marketing de conteúdo. Vou deixar alguns artigos como recomendação para você estudar mais a fundo: 

O que é marketing de conteúdo, afinal?
– Como o marketing de conteúdo pode ajudar a aprimorar a experiência do cliente
Como criar conteúdo de qualidade e inovador de forma consistente
Por que sua empresa precisa pensar e agir além do funil de vendas
– Como as tendências de consumo se relacionam com o marketing de conteúdo

A relação entre a era do conteúdo e o seu departamento comercial

A ferramenta que leva esse trabalho um passo adiante

Já faz alguns meses que começamos a pensar sobre como poderíamos oferecer aos nossos clientes uma solução que fosse além do modelo de trabalho tradicional de uma agência de marketing digital/conteúdo. 

Em paralelo, após passar os últimos anos gerindo projetos de marketing de conteúdo e inbound marketing através de diferentes plataformas e com clientes de segmentos distintos, pudemos entender quais eram as lacunas que acabavam afetando o principal – as vendas. No fim, a grande pergunta é: 

Como equipes de vendas podem extrair o máximo resultado das ações de conteúdo, inbound e automação? 

Nos últimos anos, o inbound marketing ganhou bastante popularidade e despertou o interesse de muitas empresas que buscam vender mais, usando os canais digitais como seus aliados. Porém, discursos muitas vezes exagerados, que prometem resultados mirabolantes ao transformar empresas em “máquinas de vendas”, acabaram frustrando as expectativas de muitos que acreditaram nesse novo modelo. 

Justo. Afinal, na prática, não é bem assim que a roda gira. 

O inbound marketing nada mais é do que um conjunto de ações para atrair, qualificar, nutrir leads e impulsionar vendas que tem como base o conteúdo de qualidade, pensado de forma estratégica e executado por profissionais gabaritados, que dominam tanto os aspectos técnicos do marketing digital como – e principalmente – a essência da boa comunicação.

É por acreditar em fórmulas, promessas exageradas e resultados a curto prazo, que muitos projetos fracassam. 

Vamos esquecer os termos técnicos e focar no que realmente importa: a revisão, atualização e estruturação de processos comerciais interligados entre marketing e vendas. 

Foi pensando nisso que desenvolvemos uma solução que combina recursos muito robustos de automação de marketing e vendas com um CRM pensado para trazer mais agilidade, eficiência e produtividade ao departamento comercial.

Tudo, é claro, amparado por conteúdos assertivos, disponibilizados ao prospect, cliente ativo, inativo ou ex-cliente, no momento certo, pela pessoa certa do seu time. E, o mais importante: com os bastidores da operação centralizados no mesmo ambiente, para que todos estejam em sintonia, o tempo todo. 

estruturação de processos comerciais interligados entre marketing e vendas

Problemas de marketing e vendas que vamos resolver

O resultado dos nossos esforços de pensar em uma forma de ajudar as empresas a se relacionarem de forma eficiente com seu público foi traduzido em uma plataforma que chega para solucionar problemas como, por exemplo:

Nosso foco é ajudar empresas a solucionarem problemas de gestão e processos comerciais e contribuir para melhorar a produtividade e a eficiência das equipes de marketing e vendas.

Tudo isso acompanhado por uma estratégia de conteúdo específica, que vamos criar sob medida para a sua empresa atrair clientes que se encaixam no perfil dos seus melhores compradores.

Cada projeto que nasce na Handmade é estruturado a partir da nossa metodologia de conteúdo empregada com sucesso em diversos clientes, de diferentes mercados, que agora é somada à plataforma que vai fazer a operação fluir em harmonia com os seus objetivos e as necessidades de sua força de vendas.

Inteligência comercial + marketing de conteúdo orientado a resolver problemas dos clientes

Nossa solução combina ações estratégicas de conteúdo que atraem, retêm, engajam e inspiram clientes a comprar com o apoio de uma poderosa ferramenta de automação de marketing e vendas que funciona baseada em inteligência artificial, de forma simples e prática de ser operada pelas equipes de marketing e vendas.

Na prática, você terá:

– Audiência crescente e engajada;
– Leads mais qualificados;
– Relacionamento impecável com clientes e prospects;
– Marca cada vez mais forte;
– Um time de marketing focado no que mais importa;
– Uma equipe comercial vendendo mais – e para as pessoas certas.

Benefícios para marketing e vendas

#1 Marketing

Seu time de marketing contará com uma ferramenta robusta para planejar, criar, executar e monitorar campanhas. Será possível criar automações para converter, monitorar campanhas de ads nos mínimos detalhes, gerar relatórios, entender a jornada de compra do cliente, automatizar etapas do relacionamento, e muito mais.

Queremos que você tenha controle total sobre as campanhas e sobre a jornada de compra do cliente. Assim, poderá planejar melhor as ações de marketing e mapear o Retorno Sobre Investimento (ROI) de cada campanha. Absolutamente tudo é rastreado e apresentado em relatórios visuais, fáceis de serem compreendidos e compartilhados. 

#2 Vendas

Seu departamento comercial terá um aliado poderoso para fazer a gestão da carteira de clientes. Ao utilizar o CRM que faz parte de nossa tecnologia, você deixará para trás a era das vendas feitas sem processos estruturados e desalinhados da sua estratégia comercial.

Com os nossos serviços e a nossa tecnologia, sua empresa estará alinhada às principais tendências e transformações em marketing e vendas.

Nossa ferramenta e metodologia chegam para resolver problemas de gestão comercial, melhorar a produtividade da equipe de vendas, aumentar a conversão, gerar negócios, otimizar o pós-venda e aprimorar o atendimento e o suporte aos clientes. É uma solução inteligente para marketing e vendas trabalharem de forma integrada e eficiente.

Em resumo, você vai contar com: 

Chega de perder tempo com prospects desqualificados! 

Está convencido de que agora é a hora de conduzir seu marketing e vendas a um futuro que já chegou? Preencha o formulário abaixo e vamos conversar!

Fotos por Franck V., Ryoji Iwata e Skye Studios em Unsplash

Como atacadistas podem usar o Marketing de Conteúdo para vender mais

Posted on abril 28th, 2020

Entenda como o marketing de conteúdo pode aprimorar os processos e os resultados comerciais no setor de Atacado e conheça 10 tipos de conteúdo que empresas atacadistas podem utilizar para atrair e conquistar mais clientes e fechar mais vendas

O marketing de conteúdo oferece uma série de vantagens estratégicas para empresas atacadistas, tais como:

1) Aumento da credibilidade no mercado de atuação
2) Expansão do alcance da marca por meio de ferramentas digitais
3) Fortalecimento do relacionamento com os clientes
4) Influência nas demandas dos clientes finais

Tudo isso, como comentamos no primeiro artigo da nossa série Marketing de conteúdo para empresas atacadistas, coloca a empresa em destaque no mercado e na frente dos seus concorrentes.

Ou seja, o marketing de conteúdo para empresas atacadistas
pode ser utilizado não só como estratégia de comunicação,
mas também como ferramenta de diferenciação no mercado
e fidelização de clientes no longo prazo.

Leia o primeiro artigo da série:
Marketing de conteúdo para empresas atacadistas

Dando continuidade a esse tema, vamos mostrar neste artigo como uma estratégia de conteúdo alinhada à área Comercial pode contribuir para tornar o trabalho dos vendedores do setor de Atacado mais eficiente.

Além disso, também listaremos uma série de tipos de conteúdo que podem ser utilizados para atrair e conquistar clientes para empresas atacadistas.

Boa leitura!

A relação entre Marketing de conteúdo e Vendas

marketing de conteúdo e vendas

Marketing de conteúdo e Vendas são áreas e estratégias diretamente relacionadas:

Afinal, o Marketing de conteúdo:

➔ Tem o objetivo de informar determinado público sobre temas que são relevantes e úteis – incentivando a tomada de uma ação (que pode ser uma compra, uma interação com a marca, o fornecimento de informações etc.);

➔ O foco é ajudar as pessoas a tomarem as melhores decisões em suas vidas profissionais e/ou pessoais, ao mesmo tempo em que se fortalece a imagem da marca e os objetivos da organização.

Já a área de Vendas:

➔ Visa encontrar e convencer possíveis clientes a comprar o produto ou serviço da empresa. Para isso, os vendedores utilizam informações relevantes sobre os produtos/serviços e também sobre o público que eles querem alcançar para mostrar que sua oferta está alinhada às necessidades dos clientes;

➔ E ainda, depois da compra, também é papel dos profissionais de vendas nutrir o relacionamento com os clientes, conquistando sua fidelidade e, assim, incentivando a recompra ao longo do tempo.

Portanto, tanto para estratégias de vendas quanto para estratégias de conteúdo, é essencial conhecer a fundo o público – entendendo suas necessidades e preferências – para oferecer informações que estão alinhadas ao que os clientes buscam, gostam e precisam. Dessa forma, é muito mais fácil conquistar atenção do cliente, mostrar que o produto/serviço pode ser útil para ele e desenvolver um relacionamento duradouro.

Contudo, apesar de estarem diretamente relacionadas e terem tanto em comum, em muitas empresas essas áreas não conversam entre si. Como resultado, deixam de aproveitar oportunidades únicas que somente a união do conhecimento e do know-how desses dois setores pode oferecer.

Segundo uma pesquisa realizada pela HubSpot:

– Representantes comerciais desenvolvem eles mesmos 40% do conteúdo que utilizam no contato com prospects e clientes;
– Ao mesmo tempo, 90% dos materiais de Marketing de conteúdo não são utilizados pela área Comercial.

Resolver esse desencontro e criar uma ponte entre essas duas importantes áreas é o objetivo da estratégia chamada sales enablement content (em tradução livre, “conteúdo de habilitação de vendas”).

E o que é sales enablement content?

É todo conteúdo que pode ser utilizado pelos vendedores durante o processo de vendas para ajudar a conquistar e convencer os clientes a realizarem uma compra e/ou serem fiéis à empresa. 

Conteúdo de habilitação de vendas para empresas atacadistas

marketing de conteúdo e vendas

No primeiro artigo da nossa série sobre Marketing de conteúdo para Atacado, falamos sobre a importância do posicionamento online das empresas atacadistas para se adaptar ao novo contexto digital.

Não importa se sua empresa atacadista vende para o varejo, para a indústria, para distribuidores ou para organizações em geral – os decisores e influenciadores nessas empresas estão utilizando as informações encontradas na web para direcionarem suas decisões.

➜ Em uma pesquisa feita pelo CMO Council (rede global de profissionais sênior de marketing), 87% dos compradores B2B afirmaram que conteúdo online impacta diretamente suas escolhas de compra.

Isso é relevante não só para quem atua na área de Marketing. Quem trabalha no Comercial também precisa entender que seu papel nessa era digital se modificou. 

A verdade é que o vendedor atual precisa ser muito mais do que alguém que recomenda um produto ou serviço. Os profissionais de Vendas cada vez mais assumem o papel de consultores.

Sim, os clientes hoje têm à sua disposição uma série de canais online (blogs, redes sociais, vídeos, podcasts, comunidades etc.) pelos quais podem se comunicar e se informar sobre os produtos e serviços que desejam adquirir.

No entanto, nada supera a conexão mais direta entre o vendedor e seu cliente!

Por isso, mais do que nunca, uma estratégia de conteúdo de habilitação de vendas pode ser muito útil para posicionar os vendedores como especialistas/ consultores e construir um relacionamento forte com seus clientes.

Vantagens do uso do marketing de conteúdo como apoio para a área Comercial

Uma estratégia de conteúdo direcionada a vendas pode ser benéfica de diferentes maneiras:

1) O conteúdo pode ser utilizado para capacitar vendedores em questões importantes relacionadas aos serviços/produtos e aos clientes

Exemplo:

– Uma empresa atacadista que vende para lojas de móveis pode criar um relatório online sobre tendências no setor de decoração interior, oferecendo informações relevantes para seu público.

– Todavia, esse material também pode ser utilizado para capacitar vendedores e fazê-los verdadeiros especialistas no setor em que atuam. Sendo assim, eles poderão oferecer conselhos e orientações embasadas a seus clientes e prospects.

2) O conteúdo pode servir de material de apoio extra para os vendedores, aumentando o poder de argumentação desses profissionais durante o processo de comunicação e negociação com o cliente

Exemplo:

– Um atacadista que vende peças para fabricantes de automóveis pode criar um vídeo mostrando o processo de produção dos seus produtos, falando sobre seus diferenciais e destacado as vantagens de suas peças.

– Além de servir como um conteúdo relevante para clientes que buscam informações sobre suas operações na web, os vendedores também podem fazer uso desse vídeo durante a apresentação da oferta para um comprador potencial.

3) O conteúdo pode ajudar a aproximar os vendedores dos clientes, contribuindo para o fortalecimento da relação e para garantir a fidelidade no longo prazo

Exemplo:

– Uma empresa do setor de Atacado que atende a pequenos empreendedores do setor de food service pode criar um guia com dicas sobre gestão e inovação voltado a empresários desse mercado.

– Esse material também será útil para que os vendedores fomentem o relacionamento com os clientes que atendem. Digamos que um cliente tenha comentado com determinado vendedor que está tendo dificuldades em gerenciar o negócio. Esse profissional pode direcionar o material diretamente para aquele cliente, oferecendo apoio e fortalecendo a relação entre eles.

Tipos de conteúdo para habilitação de vendas no Atacado

marketing de conteúdo e vendas

Assim como acontece nos processos de Marketing de conteúdo, na área Comercial os tipos de materiais utilizados pelos vendedores devem variar de acordo com a fase do ciclo da venda.

CONTEÚDO PARA PROSPECÇÃO DE CLIENTES

Conteúdos focados em ajudar os vendedores a chamarem a atenção e a conquistarem potenciais clientes. Esses materiais podem ser utilizados pelo profissional de vendas quando ele estiver em contato com leads ou prospects, fornecendo informações relevantes e úteis sobre as ofertas.

Tendo a função de conquistar o cliente nessa fase inicial da venda, tais conteúdos devem explicar com clareza como o produto ou serviço funciona e dar motivos para os potenciais clientes considerarem a compra na sua organização.

Exemplos:

1) Artigos em blogs que respondem às principais dúvidas iniciais dos potenciais clientes.

2) Guias, e-books ou relatórios que trazem informações aprofundadas sobre os problemas enfrentados pelo público – com a indicação de soluções envolvendo seus produtos ou serviços.

3) Estudos de caso mostrando na prática as vantagens dos produtos ou serviços ofertados pelo vendedor.

CONTEÚDO PARA SUPORTE DE VENDAS

Um estudo realizado pela CSO Insights com compradores em transações B2B revelou que:

– A maioria desses compradores (70,2%) define suas necessidades, demandas e problemas antes de entrar em contato com um vendedor.

– Quase metade dos entrevistados (44,2%) afirmou que define a solução dos seus problemas antes de falar com um vendedor.

Ou seja, quando os clientes entram em contato com a área de Vendas da sua empresa, é muito provável que já estejam bem informados sobre seu mercado e até sobre seus produtos ou serviços. (Aliás, o marketing de conteúdo é fundamental para atender as necessidades do seu público nessa fase de pesquisa inicial.)

Contudo, o que isso significa é que: seus vendedores precisam estar tão informados quanto (ou mais) que os seus potenciais clientes.

Por isso, é importante pensar em desenvolver conteúdos que ajudem os vendedores a se prepararem para esse momento crucial de contato com os prospects, aumentando seu poder de argumentação e dando mais credibilidade ao discurso de vendas.

Alguns exemplos de materiais nesse sentido:

1) Apresentações com informações-chave sobre os produtos e serviços da organização, respondendo perguntas básicas como: o que é, como funciona, para que serve, a quem pode ajudar, quais benefícios oferece e quanto custa.

2) Lista ou checklist com os principais diferenciais e vantagens do seus produtos e serviços em relação a seus concorrentes diretos.

3) Depoimentos de clientes satisfeitos, mostrando como sua empresa pode ajudar o prospect na prática e indicando os resultados potenciais que seus produtos ou seus serviços podem gerar.

CONTEÚDO PARA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES NO ATACADO

Um dos principais objetivos tanto do Marketing de Conteúdo quanto da área Comercial é gerar vendas, certo? Certo. Mas não é só isso.

Como atacadista, você sabe que o que há de mais valioso para sua empresa é o bom relacionamento no longo prazo com seus clientes. Afinal, você não quer apenas vender para uma empresa uma ou duas vezes… Você quer se tornar fornecedor e parceiro de longa data dessas organizações, não é mesmo?

Nesse sentido, os vendedores podem (e devem) utilizar estratégias de marketing de conteúdo para nutrir o relacionamento com os compradores, garantindo uma fidelidade duradoura.

Algumas maneiras de fazer isso é por meio de conteúdos como:

1) Vídeos, guias e slides explicativos dando dicas e orientações sobre como usar de maneira mais adequada e aproveitar ao máximo os produtos e serviços da empresa.

2) E-mails individuais, em que o profissional de vendas pode indicar materiais desenvolvidos pela empresa e que podem ser úteis para um determinado cliente.

3) Publicações e interações em redes sociais. Por meio dessas plataformas, os profissionais da área Comercial podem se relacionar com seus clientes (e potenciais clientes), posicionando-se como especialistas em seu mercado.

4) Indicações via aplicativos de mensagens para os clientes mais próximos. Esse pode ser um excelente canal para que o vendedor esteja sempre em contato com os compradores mais fiéis, informando-os sobre novidades, verificando suas necessidades específicas e indicando materiais de apoio.

Dicas importantes para o
desenvolvimento de uma estratégia
de conteúdo de habilitação de
vendas eficiente ⚠️

– Uma estratégia de conteúdo eficaz, que realmente contribua para o aprimoramento dos processos e resultados de vendas, precisa ser desenvolvida em conjunto pelas duas áreas.

– As ações de Marketing de conteúdo precisam ser direcionadas de acordo com os insights proporcionados pelos vendedores – que conhecem os clientes como ninguém.

– A comunicação entre essas duas áreas é crucial não só para o desenvolvimento de conteúdos estratégicos realmente eficientes, como também para o monitoramento das estratégias de conteúdo.

– Os vendedores podem verificar no dia a dia se os materiais estão sendo úteis e aprovados pelos clientes ou não e dar um feedback valiosos sobre a eficácia dos conteúdos.

Foi justamente pensando no grande potencial da união dessas duas áreas que nós, da Handmade Content, criamos uma ferramenta exclusiva de automação de vendas que funciona baseada em inteligência artificial.

Unindo uma estratégia de conteúdo qualificada e feita sob medida para as necessidades específicas do setor atacadista com uma plataforma de automação comercial, oferecemos uma solução única para potencializar a performance dos vendedores e os resultados de vendas da sua empresa.

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Mais informações sobre marketing de conteúdo e vendas:

O que é marketing de conteúdo, afinal?
Por que sua empresa precisa pensar e agir além do funil de vendas
Como o marketing de conteúdo pode ajudar a aprimorar a experiência do cliente
Como as tendências de consumo se relacionam com o marketing de conteúdo
O conteúdo concierge e um novo olhar sobre a jornada do consumidor

Imagens: Unsplash; Pexels; Rawpixel; Envato

Seis lições sobre como as marcas podem engajar o público nas redes sociais que aprendemos com o Twitter no ad:tech Tokyo

Posted on dezembro 11th, 2019


“Comunicação é mais importante que consumo de conteúdo”. É assim que Pedro Porto e Shohei Hashimoto, do Twitter Next, iniciaram sua apresentação no 11º ad:tech Tokyo 2019, evento que aconteceu no final de novembro, na capital japonesa.

Na palestra Influencing Culture: The Participation Playbook, os especialistas falaram sobre como as empresas podem acompanhar os movimentos em torno de seus públicos nas redes sociais e como direcionar o conteúdo digital nesse sentido, gerando conversas e momentos culturais importantes para fortalecer a marca.

Ou seja, como se destacar em meio ao “barulho” das redes sociais e efetivamente participar do diálogo com os consumidores nessas plataformas.

Pelo segundo ano consecutivo, fomos cobrir o evento e hoje vamos listar alguns dos principais destaques desta palestra.

Apesar de se referir à atuação das marcas no Twitter, os ensinamentos também trazem lições importantes para qualquer ação de marketing na web e oferecem insights especialmente interessantes sobre como fortalecer o relacionamento com os clientes por meio de conteúdo online.

Vamos lá?

Como gerar conversas com os consumidores
através do conteúdo online

conteúdo online
Photo by Oladimeji Ajegbile from Pexels

📲 A cada segundo, cerca de 8 mil tweets são enviados no Twitter.

📸 Nesse mesmo tempo, por volta de 950 fotos são publicadas no Instagram.

👍 Já no Facebook, a cada 60 segundos, 293 mil atualizações são postadas. 

Considerando que os internautas brasileiros passam uma média de 3 horas e 45 minutos por dia nas redes sociais, essa imensa quantidade de dados e informações disponibilizadas a cada rolagem da tela resulta em um cenário desafiador tanto para os usuários quanto para as marcas que querem alcançar seus públicos nessas plataformas. 

Por um lado, as pessoas se sentem sobrecarregadas e precisam ampliar seu filtro de atenção a cada update de suas timelines. Por outro, as empresas têm cada vez mais dificuldade em se destacar nesse oceano de publicações aleatórias e fazer com que seu conteúdo efetivamente chegue ao seu público.

Uma coisa é certa: não dá mais para achar que apenas ter um perfil nas mídias sociais e publicar conteúdo por lá é o suficiente para se conectar e engajar seus consumidores. 

Para efetivamente participar da vida online do seu público nas redes sociais é crucial acompanhar os movimentos culturais que influenciam as ações das pessoas nesse ambiente. Como Pedro Porto, diretor do Twitter Next América Latina ressalta:

“Participação é algo muito
importante para se deixar ao acaso.”

Então, as estratégias de conteúdo nas redes sociais precisam levar em conta:

➔ Como fazer os consumidores pararem de rolar suas telas e prestarem atenção no que sua empresa tem a dizer?

➔ Como garantir que seu conteúdo realmente gere conversas e momentos importantes nas redes sociais que irão fortalecer sua marca e o relacionamento com os clientes?

É sobre isso que os profissionais do Twitter Next debateram em sua palestra no ad:tech Tokyo 2019. Segundo os especialistas, existem seis pilares fundamentais para que as marcas possam gerar conversas com o público nas redes sociais e participar ativamente dos movimentos culturais nessas plataformas.

São eles:

1) Comunicação é mais importante que consumo de conteúdo

consumo de conteúdo

Para verdadeiramente se destacar nas redes sociais, “apenas” publicar conteúdo não é o suficiente, é preciso gerar conversas. De nada adianta ter mil visualizações em um post se ele não impulsionar nenhum tipo de ação, diálogo ou onda de compartilhamentos. Tornar uma publicação um canal de comunicação deve ser a missão das marcas nas redes sociais. 

Como fazer isso? Publicando conteúdo que ajude seus públicos a se expressarem.

“Dê à sua audiência uma maneira mais
efetiva de eles dizerem algo”, explica Porto.

Nesse sentido, o executivo destaca que é possível utilizar três tipos de conteúdo:

🥰 Conteúdo emocional: que mostra que sua marca entende como seu público se sente; que ajude seu público a manifestar determinada sensação ou emoção.

😎 Conteúdo de identidade: que mostra ao seu público que a sua marca sabe quem eles são; que dê a oportunidade de eles comunicarem algo sobre suas personalidades.

🧐 Conteúdo informativo: que mostra que sua empresa tem conhecimento sobre algo, que tem informações exclusivas; que os ajude a ficarem mais informados e por dentro de novidades.

Leia também: Conheça os consumidores de 2021 – e saiba como se conectar com eles por meio do marketing de conteúdo

2) Ouça ativamente seus públicos

Para saber o que falar, antes de tudo, é fundamental aprender a ouvir. “Escute atentamente para conhecer melhor seu público e procure além dos lugares mais óbvios”, frisa o diretor do Twitter Next.

O executivo destacou que esse não deve ser um trabalho deixado para o estagiário. Escutar o que seu público está dizendo e devidamente analisar essas informações pode gerar insights e oportunidades extremamente relevantes para a empresa – e precisa ser levado a sério.

Então, não basta apenas identificar o que é #trending, deve-se escutar:

✔︎ As conversas do seu público (sobre seus comportamentos, preferências, sentimentos, frustrações etc.);

✔︎ As conversas em torno de sua marca (sobre seus produtos e serviços, sobre as impressões dos seus clientes);

✔︎ E as conversas sobre seu mercado (sobre tendências, mudanças e até sobre os concorrentes).

“Cada oportunidade encontrada nessa análise pode gerar um novo produto, um novo serviço e até mesmo um novo negócio”, salienta Porto.

3) Fale a língua dos usuários nas redes sociais

Quer fazer sua marca ser ouvida nas redes sociais e gerar ondas de conversas e compartilhamentos nessa plataforma? Então, evite se posicionar de forma muito institucional ou como se estivesse dando uma coletiva de imprensa.

É preciso entender que as redes sociais, em sua essência, nasceram como ambientes onde as pessoas podem se expressar e se comunicar. Para uma marca gerar engajamento nessas mídias, precisa se posicionar e agir de forma mais humana – e menos “corporativa”. Na prática, isso significa usar a mesma linguagem que seu público utiliza nessas redes.

Mas, cuidado: não vá apenas adicionando hashtags, emojis e usando memes de maneira aleatória. Tão importante quando falar a língua dos seus consumidores na internet, é também encontrar a voz da sua marca e usá-la de maneira consistente e que faça sentido para o seu público e para sua imagem.

Leia também: Análise de dados e criatividade nas estratégias de marketing de conteúdo

4) Lembre-se: ninguém se importa

Ai, essa doeu! 🥺 Mas a verdade nua e crua é que, sim, seu público não está nas redes sociais por causa da sua empresa. O relatório Meaningful Brands, desenvolvido pela agência Havas, indica que 77% das marcas poderiam desaparecer e as pessoas nem se importariam.

Então, é a sua marca que precisa achar um jeito de se conectar com seus clientes nessas plataformas e engajá-los por meio de conteúdo que seja relevante e interessante para eles.

Aliás, de acordo com os executivos do Twitter durante a palestra em Tóquio, este é o segredo para se destacar e fazer as pessoas realmente escutarem o que sua empresa tem a dizer nas redes sociais.

“Ofereça propósito e crie algo significativo para fazer com que as pessoas se engajem e se importem”, destaca Shohei Hashimoto, gerente de Estratégia de Marca no Twitter Next.

Portanto, quando estiver desenvolvendo estratégias de comunicação nas redes sociais tenha em mente que “ninguém está nem aí” e analise:

✔︎ Esse conteúdo vai fazer as pessoas pararem de rolar suas timelines?

✔︎ É algo com o qual elas de fato se importam?

✔︎ Como fazer com que as pessoas se engajem nesse tema?

5) Pense em pequenos contextos específicos para atingir grandes audiências

Atingir os trending topics e tornar sua campanha viral nas redes sociais é o sonho de qualquer marca. No entanto, para conseguir com que um grande número de usuários se engaje em seu conteúdo nessas plataformas, é preciso mirar em públicos específicos.

Se o que tiver em mente é apenas “viralizar”, buscando atingir o máximo número possível de pessoas, corre o risco de se posicionar de maneira genérica e sem personalidade – produzindo efeito contrário.

Gerar engajamento nas redes sociais exige tempo e dedicação. É preciso criar credibilidade e, aos poucos, construir uma comunidade de usuários fiéis que agirão como propulsores do seu conteúdo – produzindo um efeito cascata que, assim, fará seu conteúdo atingir grandes audiências por meio da participação ativa dos usuários dessa plataforma.

Ou seja, antes de pensar em “viralizar”, saiba que é preciso atingir um público específico e conquistar a confiança dessa audiência por meio de conteúdo relevante e significativo. Afinal, um conteúdo só se torna viral se os próprios usuários forem os mobilizadores de tal conteúdo.

Leia também: O ofício do jornalista, a cerveja artesanal e por que você deveria educar seu cliente

6) Vá além das primeiras impressões

Por fim, outro importante pilar para construir uma comunicação realmente efetiva com seu público nas redes sociais diz respeito a forma como se mede o sucesso de suas campanhas nessas plataformas.

Nesse sentido, é preciso ir além de estatísticas que, muitas vezes, não dizem nada em relação à qualidade do relacionamento da marca com seus clientes na web. “O que é fácil de contar nem sempre vale a pena ser contado”, alertam os executivos do Twitter na palestra do ad:tech Tokyo.

Para entender verdadeiramente o valor do conteúdo nas redes sociais, as marcas precisam ir além do número de likes e visualizações. É fundamental avaliar questões mais significativas, que realmente impactam na credibilidade da empresa e nos resultados do negócio.

➔ Muitas vezes, é a interação individual com apenas um usuário específico que vai gerar conversas e compartilhamentos relacionados à sua marca.

➔ Ou a resposta a um comentário isolado que vai convencer os consumidores de que vale à pena comprar e ser fiel à sua empresa.

Entender como esses detalhes na comunicação com os usuários nas redes sociais funcionam vai ajudá-lo a direcionar melhor o posicionamento da sua marca nessas plataformas, aumentando as chances de gerar mais engajamento e participação.

Então, recapitulando, os seis pilares fundamentais para gerar conteúdo engajador nas redes sociais são:

👩‍💻 Comunicação é mais importante que consumo de conteúdo.

🕵️‍♀️ Ouça ativamente seus públicos.

🐶 Fale a língua dos usuários nas redes sociais.

🤷‍♂️ Lembre-se: ninguém se importa.

🎯 Pense em pequenos contextos específicos para atingir grandes audiências.

🤔 Vá além das primeiras impressões.

Se quiser aprender mais sobre essas lições, pode conferir o relatório The Participation Playbook, desenvolvido pelo Twitter e pela agência Contagious, e no qual a palestra dos executivos do Twitter no evento do Japão foi baseada. ☞ Veja aqui.

E ainda, se quiser conferir a nossa cobertura do ad:tech 2018, acesse o artigo: “O conteúdo concierge e um novo olhar sobre a jornada do consumidor“.

Até mais 👋

 

Marketing de conteúdo para empresas atacadistas

Posted on dezembro 6th, 2019

Entenda por que empresas atacadistas deveriam investir
em estratégias de marketing de conteúdo para se destacar
no mercado e fortalecer o relacionamento com os clientes. 


Quando um consumidor quer saber mais sobre uma empresa ou produto, o que ele faz? Busca informações na internet!

Porém, engana-se quem pensa que isso está restrito apenas ao mercado B2C. Na hora de contratar fornecedores, as empresas também seguem o mesmo caminho.

Então, assim como uma loja de eletrônicos, por exemplo, precisa gerar conteúdo online sobre seus produtos para ser encontrada por seus consumidores, empresas de atacado e distribuidoras também devem investir em marketing de conteúdo para alcançar novos potenciais clientes e fortalecer o relacionamento com seus públicos.

O que significa que, se você atua em uma empresa atacadista, precisa entender que os decisores e influenciadores nos seus potenciais clientes esperam que os fornecedores ofereçam informações relevantes que os ajudem no seu processo de decisão e que facilitem seu trabalho. 

Em uma pesquisa feita pelo CMO Council (rede global de profissionais sênior de marketing), 87% dos compradores B2B afirmaram que conteúdo online impacta diretamente suas escolhas de compra.

Além de ajudar a atrair e conquistar mais potenciais clientes, o marketing de conteúdo no mercado B2B pode ser uma estratégia de diferenciação e fidelização muito eficaz. Afinal, quando você ajuda seus clientes por meio de informações relevantes, aumenta as chances de eles terem sucesso e, com isso, garante que eles continuem comprando de sua empresa no longo prazo.

Esses são os temas que iremos abordar na nossa série especial sobre Marketing de conteúdo para empresas atacadistas. Vamos mostrar como o desenvolvimento e a distribuição de conteúdo podem ajudar empresas desse setor a fidelizar seus clientes, fortalecer a credibilidade da marca e a melhorar seus resultados de vendas.

Neste artigo, trataremos da importância de se adotar essa estratégia de comunicação para se conectar aos clientes e garantir um bom posicionamento diante da concorrência.

Acompanhe!

Mudanças de mercado e o posicionamento
de empresas atacadistas

empresas de atacado

Alguns anos atrás, empresas atacadistas e distribuidoras dependiam exclusivamente de uma rede de representantes muito bem posicionada para expandir sua atuação e alcançar novos mercados.

Em muitos casos, para conquistar uma nova região, era preciso garantir presença física naquela localidade. Além disso, também era desenvolver a credibilidade e a presença da marca por meio de uma série de visitas locais. Ou seja, o processo poderia durar até vários meses!

Esse cenário mudou drasticamente nos últimos anos.

A era digital revolucionou a forma como as empresas se relacionam não só com os consumidores finais, mas também com fornecedores e parceiros. O que antes dependia de muitas viagens e reuniões presenciais, hoje pode ser resolvido com alguns cliques, de forma muito mais prática e rápida.

É claro que os contatos pessoais ainda são importantes para alguns mercados e empresas. Mas, como lembra uma análise da consultoria McKinsey, a era digital transformou a jornada de compra B2B, fazendo com que os processos de pesquisa, aquisição e relacionamento com fornecedores nas empresas hoje envolvam uma mistura de pontos de contatos offline e online. 

Na prática, é possível perceber que a expansão e o fortalecimento de canais digitais – como a internet e o mobile – possibilitaram que atacadistas alcançassem novos mercados e se relacionassem com clientes em diferentes localidades sem precisar investir pesado em uma presença física constante.

Essas mudanças oferecem muitas novas oportunidades para empresas atacadistas. Mas, por outro lado, também geram grandes desafios…

Pare para pensar:

Agora, por meio de uma rápida pesquisa na web, seu potencial cliente pode encontrar facilmente sua empresa. Porém, ele também poderá encontrar uma série de outros fornecedores.

Além disso, aquele cliente que compra com você há anos porque você está próximo dele, pode fazer uma busca online e encontrar uma lista de outros atacadistas que estão mais longe, mas que podem atender as necessidades dele por um preço menor, por exemplo.

O marketing de conteúdo vai ajudá-lo a superar esses obstáculos!

Benefícios do marketing de conteúdo para empresas atacadistas

Seja para se destacar na web e atrair novos clientes ou para fortalecer o relacionamento com seus atuais clientes, o marketing de conteúdo pode ser a solução para ajudar as empresas de Atacado a se posicionarem de maneira inteligente no mercado.

O marketing de conteúdo é uma estratégia de comunicação
baseada na criação e na distribuição de conteúdo relevante,
de forma consistente, com o objetivo de atrair, reter e entreter
uma audiência relacionada aos interesses de uma marca.
Aprenda mais: O que é marketing de conteúdo, afinal?

Entenda a seguir como essa estratégia pode ser benéfica para empresas de Atacado:

1) Aumento da credibilidade no seu mercado de atuação

empresas de atacado

O marketing de conteúdo ajuda a posicionar o atacadista como um especialista em sua área de atuação.

Ao desenvolver e divulgar informações úteis e relevantes sobre seus produtos, serviços e mercados, a empresa de atacado será reconhecida como uma fonte importante para clientes que estão querendo aprender mais sobre esses temas.

Por exemplo:

Atacadistas do setor de alimentos, por exemplo, podem produzir conteúdos sobre temas como gestão de estoque, merchandising, gestão comercial, precificação, marketing etc. Assim, se posicionarão como um parceiro fiel que está ali para ser muito mais do que um fornecedor para o varejista, ajudando-o diretamente no sucesso dele.

2) Expansão do alcance da sua marca

Quando uma empresa atacadista desenvolve uma estratégia de marketing de conteúdo qualificada, ela fortalece sua presença digital. Assim, quando um potencial cliente realizar buscas online para escolher um possível fornecedor, sua marca aparecerá em destaque, podendo alcançar clientes além das barreiras geográficas.

Por exemplo:

No passado, para que um potencial cliente da região Nordeste conhecesse um fornecedor da região Sul, era preciso que o atacadista tivesse representantes nessa área, e que conhecesse pessoas estratégicas dentro da organização. Hoje, o comprador pode realizar buscas na web para encontrar diferentes fornecedores de várias localidades.

Nesse caso, o marketing de conteúdo vai aumentar as chances de compradores de diferentes mercados não só encontrarem sua empresa, como também vai garantir que eles a vejam como um potencial parceira. Afinal, mesmo que o comprador nunca tenha ouvido falar da sua marca e não conheça ninguém na sua organização, a credibilidade passada pela forte presença digital vai posicionar sua empresa à frente de concorrentes que não investem em marketing de conteúdo.

3) Fortalecimento do relacionamento com os clientes

empresas de atacado

Para evitar que os clientes troquem de fornecedor, empresas de atacado podem utilizar o marketing de conteúdo como uma ferramenta de fidelização. Neste caso, ao invés de entrar em uma briga por preço, o atacadista pode oferecer o conteúdo como um diferencial extra para atrair e manter clientes. 

Entre uma distribuidora que oferece dicas e informações relevantes sobre seu mercado e outra que não oferece conteúdos nesse sentido, qual você acha que o cliente estará mais inclinado a ser fiel? 

Por exemplo:

Se uma empresa atacadista do setor de peças automotivas vende para mecânicas de pequeno porte, pode criar conteúdo para ajudar os clientes a enfrentarem os desafios desse mercado – como dicas e orientações práticas sobre como gerenciar a oficina, táticas de vendas, de atendimento ao cliente etc. Assim, mais do que produtos e serviços, o atacadista estará oferecendo apoio educacional para seus clientes.  

4) Influência nas demandas dos clientes finais

Mesmo que a empresa de atacado não venda diretamente para o público consumidor, o marketing de conteúdo ajuda a ampliar o alcance da marca, despertando desejo de compra e curiosidade nos clientes finais. Essa demanda dos consumidores, por sua vez, influencia a decisão de compra das empresas que vendem tais produtos.

Por exemplo:

Digamos que uma distribuidora de bebidas desenvolva conteúdos especializados sobre determinados tipos de vinhos, recomendando algumas marcas (com as quais ela trabalha). Quando o consumidor final pesquisar sobre essas bebidas, encontrará as informações deste atacadista. Como resultado, procurará os produtos em seu mercado local.  

Resumindo:

O marketing de conteúdo para empresas atacadistas
pode ser utilizado não só como estratégia de comunicação,
mas também como ferramenta de diferenciação no mercado
e fidelização de clientes no longo prazo. 

Nos próximos artigos dessa série, falaremos sobre:

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E para entender melhor como nós da Handmade Content utilizamos o marketing de conteúdo para ajudar nossos clientes a estarem à frente em seus mercados, clique aqui

Até mais! 

 

Conheça os consumidores de 2021 – e saiba como se conectar com eles por meio do marketing de conteúdo

Posted on novembro 8th, 2019


Entenda as movimentações sociais e econômicas que devem
impactar o comportamento e as decisões de compra das pessoas
nos próximos anos e saiba como sua marca pode utilizar o marketing
de conteúdo para atender as demandas do consumidor do futuro.


É oficial: o aquecimento global está invadindo também o universo pop.

Isso mostra o alcance desse tema em nossa sociedade. Ou seja, já não é algo reservado apenas à academia, a ONGs ou a governos, faz parte do dia a dia dos cidadãos.

E se as últimas novidades do Spotify não são suficientes para convencê-lo de que esse assunto vem se espalhando cada vez mais, basta dar uma olhada nas redes sociais: conteúdos como fotos de #canudosecológicos, dicas de produtos #zerowaste e o vídeo do último discurso da Greta Thunberg tomam conta das timelines.

Além disso, ao abrir o Netflix, é bem provável que se depare com documentários como Seremos história?, Cowspiracy ou Mission Blue, que tratam da falta de cuidado com os recursos naturais do nosso planeta – e  suas consequências.

Todas essas mensagens, vindas de diferentes lugares, me fazem refletir sobre o que EU estou fazendo nesse cenário. Como minhas escolhas e ações podem diminuir meu impacto ambiental? Será que devo repensar o que consumo, a maneira como consumo e as empresas das quais consumo?


De acordo com o relatório O consumidor
do futuro 2021, eu não estou sozinha.

Esse estudo da WGSN Insight indica que “mudanças climáticas” é um dos movimentos que mais tem influenciado o comportamento dos consumidores e uma das questões que devem moldar o as atitudes de consumo do futuro.

Ainda segundo o documento, existem outras forças-chave que irão determinar como as pessoas se relacionarão com as marcas e farão decisões de compras nos próximos anos.

E o que sua empresa tem a ver com isso?

Como esses movimentos podem impactar o seu negócio?

Como direcionar suas estratégias de comunicação nesse sentido?

É disso que tratamos neste artigo!

A seguir, saiba quais são os fatores culturais, ambientais e sociais que influenciarão o comportamento das pessoas em 2021, conheça os perfis de consumidores que devem surgir nos próximos anos entenda como sua marca pode se preparar para atender as demandas desse novo público por meio do marketing de conteúdo.


Forças que impulsionam as
decisões dos consumidores

consumidores do futuro
Photo by zhang kaiyv from Pexels

Mudanças climáticas, envelhecimento da população, aumento das automações, escassez de recursos, maior divisão econômica.

Se você acha que o seu negócio não tem nada a ver com essas questões, e que tudo isso passa longe do seu público, é bom repensar sua visão, ou corre o risco de ser ignorado pelo consumidor do futuro.

O aquecimento global, por exemplo, por muito tempo foi um assunto debatido em grupos específicos e isolados. No entanto, como você viu no início deste texto, atualmente esse tema já faz parte da vida do cidadão comum – esteja ele ouvindo música pop, conferindo suas redes sociais ou assistindo a séries.

Tudo isso, por sua vez, está orientando as decisões de compra das pessoas.

Ou seja, fatores culturais, econômicos e sociais que permeiam a vida do seu público tem influência direta na forma de eles pensarem, agirem e, claro, consumirem.

Segundo os pesquisadores da WGSN Insight os principais macropropulsores que estão moldando o comportamento dos consumidores do futuro podem ser dividos em duas categorias: Planeta e Pessoas.

Entenda:


Movimentos relacionados ao Planeta

▶︎ O fim do excesso – o consumo responsável chega ao mainstream e o interesse por produtos e processos sustentáveis dispara. A redução da quantidade de matéria-prima usada nas cadeias de suprimento será objeto de atenção.

▶︎ Adaptação às mudanças climáticas – além de atenderem a demanda de um público mais consciente, as empresas precisarão ter uma abordagem mais sustentável também para se adaptarem ao impacto causado pelas mudanças climáticas na cadeia de suprimentos e na disponibilidade de matéria-prima.

Movimentos relacionados às Pessoas

▶︎ Maior divisão econômica – a desigualdade de renda tende a aumentar mais nos próximos anos. Além disso, a população cada vez mais velha e o constante aumento da automação irão continuar a restringir o poder aquisitivo do consumidor. Nesse contexto, as pessoas buscarão propostas de consumo inovadoras: de baixo preço, mais diversificadas e eficazes o suficiente para atender a prioridades de consumo específicas e voláteis.

▶︎ Polarização demográfica – a população está vivendo mais e as taxas de natalidade estão caindo. Esse cenário começa a criar um conflito geracional, já que esse desequilíbrio acaba restringindo o poder econômico dos mais jovens.

▶︎ O poder da China – a confiança da China em assumir a liderança mundial em tecnologia e criação de marcas vai continuar crescendo, aumentando a influência do gigante asiático. Essa confiança deve turbinar as empresas chinesas e levar à criação de marcas voltadas para o mercado local.


Cada um desses macropopulsores, de maneiras
e em níveis diferentes, acaba moldando as
decisões de compra do SEU consumidor.

Acha que o fortalecimento da China não impacta o seu negócio?

Espere até os consumidores terem a possibilidade de comprar seu produto mais barato de uma empresa chinesa. Ou talvez seus clientes já estejam exigindo a possibilidade de pagamento cashless (sem dinheiro em espécie), tendência extremamente forte no mercado chinês – e que vem se espalhando pelo mundo.

Não acredita que o movimento da busca pelo fim do excesso tenha a ver com o seu público?

Logo a nova geração de consumidores baterá à sua porta, e eles estarão cheio de perguntas sobre os materiais que sua empresa usa, como fabrica seus produtos, como distribuiu, de que maneira descarta os resíduos…

Enfim, a questão é:

Esses movimentos estão moldando a sociedade e terão um impacto profundo no estilo de vida das pessoas nos próximos anos. Como consequência, as empresas terão que lidar com perfis de consumidores diferentes, com prioridades e necessidades inéditas, relacionadas não só ao produto ou serviço em si, mas sim ao contexto social e econômico em que esses consumidores vivem.


Os perfis dos consumidores de 2021 

consumidores do futuro
Photo by Omar Lopez on Unsplash

A pesquisa da WGSN Insight indica que em 2021, teremos os seguintes perfis de consumidores:

Os compressionalistas

Em uma sociedade cada vez mais divida, com pressões vindas de esferas econômicas, sociais e ambientais, os consumidores estarão se sentindo sobrecarregados e estressados. Como consequência, muitas pessoas terão a expectativa de que as marcas possam ajudá-los a aliviar essa pressão, tornando suas vidas mais fáceis.

Os guardiões da empatia

Fakes news, comentários de ódios e conflitos via redes sociais tem tornando a web uma fonte de ansiedade, pressão e estresse. Como resposta a esse cenário hostil, cada vez mais surgirão pessoas com a missão de espalhar compreensão e diálogo. Os guardiões da empatia buscam construir pontes para diminuir distâncias e criar comunidades mais diversas.

Os criadores de mercado

O estudo indica que cada vez mais os consumidores da Índia, África e do Sudeste da Ásia devem impulsionar mudanças sociais e políticas. Tais mudanças devem impactar não só o consumo nessas regiões, mas no mundo todo. Empreendedores e conquistadores, os criadores de mercado são ativos e criam as suas próprias oportunidades.

Como o marketing de conteúdo pode ajudar sua marca a se conectar com os consumidores do futuro

consumidor do futuro
Photo by Oleg Magni from Pexels

Estamos falando do comportamento de consumo no futuro, mas 2021 não está tão longe assim, certo? Todas essas questões parecem muito relevantes e atuais justamente porque já podemos presenciar no consumidor de hoje muitas dessas características apontadas no estudo. 

Portanto, esses são movimentos que tendem a se fortalecer nos próximos anos, mas estão diretamente relacionados ao presentes. Por isso, sua empresa precisa começar JÁ a se preparar para compreendê-los e acompanhá-los!

O relatório O consumidor do futuro 2021 traz algumas orientações sobre como as empresas podem adaptar suas operações comerciais para atender as necessidades e demandas dos seus clientes nos próximos anos.

Recomendamos que você baixe o documento, que leia e se inspira.

No entanto, indo além, decidimos fazer uma análise desses novos perfis, com foco em marketing de conteúdo. A seguir, vamos mostrar como o conteúdo pode ajudar sua empresa a se engajar e a se conectar com os novos consumidores.

Vamos lá?

CONTEÚDO PARA OS
COMPRESSIONALISTAS


De maneira geral, o conteúdo direcionado a esse perfil de consumidor deve ter o foco em facilitar a vida deles. Compartilhe informações e dicas que os ajudem em questões do dia a dia, que os apoiem em uma tarefa difícil, que contribuam para que eles aliviem o estresse e a ansiedade.

Exemplo prático:

Money Magazine é uma revista de finanças dos EUA. Como estratégia para se conectar com a nova geração de audiência, a publicação oferece três tipos newsletter: uma com atualizações diárias; outra quinzenal com conselhos sobre aposentadoria; e outra semanal, chamada Dollar Schollar.

Nessa terceira modalidade, a repórter Julia Glum compartilha suas dúvidas e descobertas pessoais sobre finanças, ao mesmo tempo em que educa o público. É uma maneira leve e descontraída de ajudar o público a aprender mais sobre temas financeiros complicados.

Clique aqui e saiba mais.

💭 Lições importantes!

Para melhor ajudar os compressionalistas a resolverem seus problemas e a diminuírem sua ansiedade:

✔︎ Faça uma curadoria de conteúdo de acordo com os diferentes públicos que sua marca atende, e informe eles sobre temas específicos, adaptando o formato e a linguagem de acordo com os diferentes perfis

✔︎ Uma loja de móveis, por exemplo, pode ter uma newsletter direcionada a pessoas que buscam dicas de design e decoração. Em paralelo, também desenvolver uma série de vídeos para um público mais jovem, que está comprando seus primeiros móveis, ensinando-os a escolher os melhores itens e indicando o que levar em consideração nessa decisão.

✔︎ Foque em temas que tocam seu público pessoalmente e use uma linguagem familiar. Conheça a fundo as necessidades particulares dos seus clientes e use exemplos da vida real.

✔︎ No caso da Money Magazine, a repórter nos vídeos age como uma personagem que representa as dificuldades que muitos leitores também enfrentam. Pense em como você pode mostrar, por meio do conteúdo, que sua marca está escutando seu cliente e conhece seu público.


CONTEÚDO PARA OS
GUARDIÕES DA EMPATIA


Esse público está em busca de promover mais paz, amor e compreensão na web. Para se conectar com esse perfil de consumidor, as informações que sua empresa compartilha devem estar alinhadas à essa vibe. Compartilhe conteúdo que ajude a espalhar mensagens de empatia, generosidade, sustentabilidade, solidariedade e diversidade.

Exemplo prático:

A marca de comésticos Lâncome lançou uma linha de base com mais de 40 tons, atendendo às diferentes necessidades do seu público. Acompanhando esse lançamento, a empresa desenvolveu uma campanha em que compartilha as histórias de 40 mulheres de diferentes nacionalidades, raças, estilos e perfis. O conteúdo evidencia o poder das mulheres, espalhando mensagens de empoderamento feminino e diversidade.

Clique aqui e saiba mais.

💭 Lições importantes!

Para apoiar os guardiões da empatia na busca por um mundo com menos discurso de ódio e discriminação e mais diversidade e igualdade:

✔︎ Escolha temas que estejam diretamente relacionados ao seu público. No caso da Lâncome, a diversidade da beleza e o empoderamento das mulheres é um tema extremamente importante para os clientes da marca. Qual é a causa do SEU cliente?

✔︎ Dê voz para as pessoas. A Lâncome utilizou histórias de mulheres reais para defender a diversidade. Essa estratégia de conteúdo é muito relevante porque faz com que seu público, por um lado, se identifique com as histórias contadas e, por outro lado, conheça diferentes histórias e diferentes pontos de vista.


CONTEÚDO PARA OS
CRIADORES DE MERCADO


Autoconfiantes; independentes, inovadores; não-conformistas. Para se conectar com consumidores com esse perfil, sua marca precisa mostrar que também compartilha algumas dessas características e interesses. Sendo assim, seu conteúdo precisa estar alinhado e conectado com as principais tendências e movimentações que movem o mercado e o mundo. Seja falando sobre materiais inovadores ou sobre tecnologias que podem revolucionar seu setor, por exemplo.

Exemplo prático:

A 3M Healthcare é uma provedora de serviços e produtos para empresas do setor de Saúde. Para se comunicar com seu público, a marca criou o blog Inside Angle. Neste canal, um time formado por cientistas de dados, pesquisadores clínicos e especialistas em saúde compartilham seus conhecimentos.

Uma ótima estratégia de conteúdo para atender as necessidades dos clientes que querem ficar a par das últimas novidades e tendências nessa área – ao mesmo tempo em que posiciona a empresa como uma referência neste mercado.

consumidor do futuro

Clique aqui e saiba mais!

💭 Lições importantes!

Para ajudar os criadores de mercado a encontrarem novas oportunidades e a gerarem transformações:

✔︎ Identifique as principais necessidades do seu público e estude as movimentações em torno disso. Se você é um atacadista, por exemplo, deve estar a par das principais tendências no varejo para ajudar seus clientes a sobreviverem às mudanças do mercado.

✔︎ Sua estratégia de conteúdo deve pensar não apenas em como convencer seu cliente a comprar seu produto – mas sim em mostrar que sua empresa o entende e que está qualificada para atender suas necessidades.

✔︎ Por meio de um conteúdo qualificado, sua marca se torna uma autoridade em seu mercado. E é essa autoridade que vai convencer o cliente de que sua empresa é a melhor escolha.


Viu, só como as tendências de consumo impactam diretamente seu posicionamento de marketing e suas estratégias de conteúdo?


Aliás, já falamos sobre esse tema aqui em nosso blog.

No artigo Como as tendências de consumo se relacionam com o marketing de conteúdo, destacamos:


“O conteúdo gerado por uma empresa fortalece seu posicionamento, seus valores e eleva o relacionamento com clientes/ prospects/ parceiros/ fornecedores. E é por isso que as tendências de consumo estão diretamente relacionadas ao sucesso do marketing de conteúdo.

Entendendo o comportamento, as preferências e as necessidades dos parceiros de negócio, a empresa pode direcionar o conteúdo de maneira estratégica, oferecendo informações que atendam às demandas dos seus públicos.”

marketing de conteúdo

No fim, essa é uma questão que está relacionada à base mais fundamental do marketing de conteúdo: o oferecimento de informações relevantes e atraentes para um público específico.

Acontece que o que é relevante e atraente para os seus clientes hoje, pode mudar muito rápido. E é por isso que acompanhar as principais movimentações do seu mercado é crucial para conseguir criar engajamento e uma verdadeira conexão com seu público.

E essa é uma das premissas do nosso trabalho. Criamos conteúdo de qualidade e inovador, sempre alinhado às grandes tendências no setor de nossos clientes.

Entenda mais sobre esse nosso diferencial: E se sua empresa pudesse contar com correspondentes internacionais trazendo novidades e tendências?


Se gostou desse conteúdo e tem interesse em receber mais dicas e informações relacionadas ao universo de tendências globais e marketing de conteúdo, cadastre-se abaixo:



O que um físico experimental tem a dizer sobre buscar o inalcançável?

Posted on outubro 4th, 2019

Este artigo faz parte de uma série de conteúdos especiais criados a partir da cobertura da NEXT Conference, evento que acontece anualmente em Hamburgo e debate os desmembramentos da revolução digital nos negócios, no consumo e em nossas vidas

Um dos motivos que me fez querer voltar a Hamburgo para cobrir a NEXT Conference pelo terceiro ano consecutivo é o cuidado que eles têm com a curadoria do conteúdo.

A cada ano há uma temática central que norteia as palestras e os debates, sempre ligados a conectar as transformações digitais com as nossas vidas. Além disso, os palestrantes são bem diversos. Todos têm boas histórias para contar, e as contam bem. Eu sempre saio de lá com a sensação de ter conseguido encaixar algumas peças para entender melhor a complexidade do mundo.

Para um jornalista interessado em descobrir histórias de pessoas e empresas que dedicam suas vidas a causas maiores do que colocar dinheiro no bolso a NEXT é uma fonte valiosa.

Mas confesso que estava um pouco preocupado com a palestra de abertura da NEXT deste ano (cujo tema central era parallelwelten, uma palavra em alemão que significa universos paralelos). Afinal, ela seria conduzida por um físico experimental que trabalha no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear)!

Divulgação NEXT Conference

O que há além do universo?

Eu só estava pensando se dessa vez eles não tinham ido longe demais na missão de honrar a marca. Será que o cara iria dissertar sobre temas complexos demais e eu ia ficar boiando?

Mas não foi o que aconteceu.

Isso porque James Beacham se revelou não “apenas” uma mente fora da curva, mas um grande contador de histórias.

Mais do que cumprir uma agenda técnica sobre astronomia ou física experimental, James traduziu a complexidade do seu trabalho em reflexões filosóficas muito pertinentes para um público formado por gestores e profissionais ligados a áreas como marketing, inovação e tecnologia.

De forma muito empática e honesta, ele compartilhou suas frustrações enquanto cientista que estuda as leis da física que regem o universo, falou sobre realidades paralelas e ponderou sobre a existência de vida em outras galáxias – não negou, nem confirmou que existem; porém, foi enfático ao dizer que provavelmente nunca iremos descobrir.

É que, segundo ele, seria necessário existir um acelerador de partículas “um pouco” maior que aquele que hoje ocupa um diâmetro de 27 km em Genebra…

A boa notícia é que o CERN já anunciou planos de construir um de 100 km de diâmetro, a um custo que ultrapassa os 25 bilhões de euros. E os chineses correm para desenrolar seu projeto próprio, com previsão de lançamento para 2025.

Com esses equipamentos – que investigam teorias complexas demais para serem explicadas em poucas linhas –, a expectativa é que novas fronteiras sejam desbravadas na física e no que sabemos sobre a vida, o universo e tudo mais.

A má notícia – e símbolo máximo da frustração de James – é que mesmo esses futuros aceleradores de partículas ainda não poderão responder, por exemplo, às grandes questões da curiosidade humana que envolvem a vida em outras galáxias.

Afinal, segundo o que ele disse, para investigar universos paralelos precisaríamos de um “simples” acelerador de partículas construído em volta do sistema solar. Pensa no diâmetro!

next conference - cobertura de eventos internacionais

Por que buscar o inalcançável?

Não é todo dia que se tem a oportunidade de ouvir  um físico de um dos pólos científicos mais renomados do mundo falar sobre universos paralelos, ao mesmo tempo em que ri de si mesmo por saber que muitos de seus questionamentos talvez jamais sejam respondidos.

Será que neste exato momento um outro você está em uma galáxia distante vivendo uma vida paralela a sua? Pelo que James falou, possivelmente sim, mas, lamento, provavelmente você jamais terá certeza.

Isso tudo, aliás, me fez pensar em uma propaganda do Futura, o canal do conhecimento, que mostrava vários dilemas da humanidade e finalizava nos lembrando que são as perguntas que movem o mundo, não as respostas…

A construção do futuro passa pela curiosidade, pela dúvida e pelo questionamento

Ninguém faz perguntas e as estuda melhor do que a ciência. E por que não podemos incorporar um pouco dessa filosofia em nossas carreiras e empresas?

A campanha do Futura e as histórias que James contou sobre aceleradores de partículas, viagens intergalácticas e realidades alternativas nos fazem lembrar que curiosidade, dúvidas e questionamentos sempre estiveram ao lado de grandes transformações.

Há muitos sinais concretos de que o sistema que rege a economia e as relações de trabalho e consumo precisa mudar. A gente falou sobre isso aqui. Até o Financial Times se tocou disso. Tanto é que, em uma campanha recente, anunciou uma nova agenda, que defende a tese de que é hora de resetar o capitalismo. Um marco histórico!

E não existe mudança sem questionamento. Ele é a base para encontrar caminhos novos, inesperados e, quem sabe, mais promissores. 

James deixou claro que mesmo sabendo que determinadas respostas são impossíveis de serem obtidas, a ciência não deixa de investigá-las. Afinal, o caminho percorrido quando se tenta descobri-las acaba gerando descobertas paralelas – algumas sequer imaginadas anteriormente.

Questione. Duvide.

O Jornalismo como ferramenta para conscientizar e derrubar mitos

Às vezes, algo é impossível porque simplesmente é.

Fatos como a inexistência de um acelerador de partículas ao redor do sistema solar e a Terra não ser plana não nos deixam esquecer disso. 

Em tempos em que as regras de copywriting são mais fortes que a verdade e que as fake news formam a opinião de cada vez mais pessoas, nós temos uma preocupação enorme em preservar a essência do bom Jornalismo e promover debates sobre causas relevantes. Ainda que dentro deste nosso pequeno universo.

–> Entenda melhor nosso trabalho de correspondentes internacionais para empresas.

Fazemos isso investigando com profundidade e responsabilidade questões que combinam o ambiente de negócios com as demandas sociais, econômicas e ambientais que não podem ser desprezadas. E histórias que ilustram essas mudanças já estão sendo escritas. E nós queremos compartilhá-las com você.

Isso ficará mais claro à medida em que publicarmos mais conteúdos relacionados a pautas que envolvem como construir negócios que causem impactos positivos para as principais demandas do mundo.

cobertura de eventos internacionais - joão guilherme brotto e natasha schiebel
Durante a NEXT Conference – Hamburgo – set/19

Conteúdo para quem quer construir o amanhã

Esse texto faz parte de uma série de conteúdos especiais que vamos publicar a partir da cobertura de eventos que temos participado mundo afora que debatem formas mais sustentáveis de se fazer negócios.

Se você tem interesse em receber esses conteúdos em primeira mão, cadastre-se aqui.

E se sua empresa pudesse contar com correspondentes internacionais trazendo novidades e tendências?

Posted on setembro 16th, 2019

Nós temos uma característica bem particular em nosso negócio. Somos uma empresa brasileira, voltada ao mercado brasileiro, mas que não tem sede fixa no Brasil. 

Começamos a viver como nômades digitais em 2010 – ainda que na época isso não fosse tão disseminado como é hoje. Éramos dois jornalistas latino-americanos recém-formados, sem dinheiro no bolso e querendo melhorar o inglês em Londres enquanto iniciávamos uma carreira de freelancers, sem saber muito aonde aquilo nos levaria.

De lá pra cá, moramos em quatro países por períodos maiores que um ano e visitamos algumas outras dezenas em viagens que variavam de uma semana a dois meses.

A gente – eu e a Natasha (esposa/sócia) – sempre gostou da ideia de morar em países diferentes de tempos em tempos. Bem por isso, desde então temos trabalhado para construir uma empresa que seja capaz de nos proporcionar viver dessa forma ao mesmo tempo em que funciona para os nossos clientes, não importa onde estejamos. 

Como jornalistas, para nós é um privilégio levar uma vida que nos permite estar em contato com diferentes histórias, culturas, contextos e experiências diariamente. É o tipo de coisa que agrega ao exercício da profissão e à criatividade de uma forma difícil de explicar. 

Mais do que isso, procurarmos criar produtos e serviços que só podem existir porque temos braços no Brasil, na Europa e na Ásia, e estamos sempre viajando.

Importante dizer que sobre o contato com clientes pouco muda, pois trocas de e-mails são constantes, reuniões periódicas são feitas normalmente por videoconferência e, pelo menos durante um mês por ano, estamos no Brasil para encontros presenciais. 

Em frente à sede da Der Spiegel, uma das revistas de notícia semanais mais importantes da Europa – Hamburgo/set18

Criando uma vantagem competitiva por trabalhar remotamente

Muito em razão de trabalharmos desde o início de nossas carreiras com o Jornalismo de negócios, cobrir eventos é uma rotina que nos acompanha há mais de 10 anos. Eu até já dei umas dicas aqui sobre como transformar sua participação em eventos em aprendizado perene.

Esse trabalho começou no Brasil, mas com o passar dos anos participamos de dezenas de congressos nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha, na Espanha, na Itália e na Holanda. Além disso, uma profissional da nossa equipe, que atualmente mora em Tóquio, já fez o mesmo lá na terra do sol nascente.

Nestes eventos fomos percebendo que, muitas vezes, somos os únicos brasileiros. Na maioria das vezes, ao menos, os únicos jornalistas brasileiros, o que nos coloca numa posição única de poder gerar conteúdos de alto valor e com exclusividade.

E é bem por isso que passamos a nos dedicar a criar soluções criativas de conteúdo para empresas a partir de nossas vivências.

Entrevistando um palestrante internacional em um evento de varejo em São Paulo

O que jornalistas podem gerar para uma empresa a partir da cobertura de eventos?

As coberturas que fazemos geram grandes reportagens, vídeo-reportagens, estudos de caso, relatórios de tendências, podcasts e até palestras e treinamentos. Veja esses projetos que criamos:

1 – Conteúdo multimídia sobre análise de tendências e cases reais

No Sebrae Trends, projeto que criamos para o Sebrae-PR, produzíamos conteúdos sobre tendências para PMEs a partir de eventos e de investigações que fazíamos em várias cidades na Europa e na Ásia. 

Assista a uma entrevista com uma especialista em coolhunting e faça o download de um guia prático sobre análise de tendências

2 – Artigos diversos para o Blog do Varejo

É um blog de uma empresa atacadista voltado ao pequeno e médio varejo, que está no ar há cinco anos e que recebe milhares de acessos por dia. O projeto é concebido e executado por nós. 

Saiba mais sobre o case

3 – Reportagens especiais para revistas impressas

Na VendaMais, revista voltada a gestores comerciais de que fomos Gestores de Conteúdo por cinco anos, publicamos diversas coberturas de eventos internacionais e outras reportagens relacionadas a descobertas ligadas a tendências. 

4 – Palestras para times de Marketing e Comunicação

O que apuramos nos eventos é transformado em palestras sobre tendências, conteúdo e inovação. 

correspondentes internacionais
No fim da palestra ao pessoal do Grupo Marista.

Sua empresa também pode contar com correspondentes internacionais 

Em todos esses formatos de conteúdo nos preocupamos não apenas em contar o que vimos, mas em provocar insights, trazer reflexões e exemplos dentro da realidade do público-alvo.

Atualmente, estamos trabalhando na criação de novos projetos editoriais para dar continuidade a esse trabalho de transformar a cobertura de eventos internacionais em produtos de conteúdo.

Se você acha interessante a ideia de poder contar com uma equipe de correspondentes internacionais para a sua empresa, entre em contato. 

Esse trabalho não é obrigatoriamente ligado a eventos. Se, por exemplo, você tem interesse em saber como é um determinado mercado em um país ou cidade, nós podemos fazer esse estudo in loco. Vamos pesquisar, documentar, criar planejamentos, reports, palestras, treinamentos ou algo diferente que se encaixe em sua necessidade.  

Nossa ideia é ser o olhar de sua empresa em grandes centros de tendências e de ideias mundo afora. 

Vamos construir isso juntos? 

A importância do aprimoramento constante

Posted on junho 24th, 2019

Jornalista do time da Handmade Content compartilha sua experiência 
para falar sobre algo que é essencial na vida de todo profissional:
o aprimoramento constante

Adapt or die!

Esta é a frase que o personagem Billy Beane (interpretado magistralmente por Brad Pitt) utiliza no filme Moneyball – O Homem que Mudou o Jogo para justificar suas ações.

O filme retrata a história real do Oakland Athletics, um time de beisebol que disputa a principal liga norte-americana do esporte – a Major League Baseball (MLB) –, e Billy Beane é o General Manager da equipe.

Se formos comparar com o futebol brasileiro, o personagem interpretado por Pitt seria o diretor de futebol, responsável pela contratação e manutenção de atletas e técnicos.

Os As, forma como os Athletics são popularmente chamados nos EUA, fazem parte do baixo escalão da liga e possuem uma das menores folhas salariais.

Inconformado com o status quo do beisebol, Beane decide confiar na tecnologia para avaliar quais jogadores que deve contratar – algo até então impensável.

Na cena em que é confrontado por um olheiro que reluta em acreditar que essa seja a melhor forma de se montar um time de beisebol, Beane declara: “adapte-se ou morra”.

Esse trecho do filme, e essa frase em específico, me vieram à cabeça nas últimas semanas, quando comecei a aprender coisas novas e seguir um rumo de carreira diferente do que imaginava…

Minha trajetória

Foto: João Guilherme Brotto – Tirada no Passo dello Stelvio, fronteira entre Itália e Suíça

Depois de várias idas e vindas, com muitas indecisões no caminho, eu finalmente concluí a graduação em jornalismo no final do ano passado, com quase 30 anos.

Quando era mais novo, eu não fazia ideia de que carreira pretendia seguir, já que os sonhos de ser jogador de tênis ou de futebol se mostravam cada vez mais distantes.

Cheguei a começar a fazer faculdade e passei por vários cursos diferentes. Vários mesmo. Mas, enfim, em 2015, já um pouco mais maduro, comecei, pela segunda vez, a cursar Jornalismo. Porém, mesmo estando mais consciente, eu ainda não tinha certeza se essa era a minha vocação…

Só que durante os quatro anos da graduação eu me apaixonei pelo jornalismo.

Eu sentia prazer de estar nas aulas e adorava trocar ideia com os professores e os colegas sobre tudo que estávamos aprendendo.

É lógico que em algumas ocasiões eu não entreguei um trabalho ou outro, mas isso faz parte da vida acadêmica. Afinal, quem nunca, né?!

A questão é que a faculdade me fez amar o jornalismo – e tenho que dar o devido mérito ao corpo docente do UniBrasil por essa paixão.

Foi uma satisfação enorme concluir o curso, e ao sair da faculdade, mesmo sabendo que teria muitas habilidades para aprender e principalmente aprimorar, eu sentia que estava pronto para ingressar no mercado de trabalho.

Um tapa na cara

Aí a realidade bateu na minha cara. ☹

Foto: João Guilherme Brotto – Tirada em Valência, Espanha

A começar, o jornalismo tradicional – aquele que me ensinaram na faculdade –, já não é mais tão valorizado quanto foi décadas atrás. Consequentemente, a demanda por profissionais que façam esse tipo de jornalismo é muito menor.

(Vale abrir parênteses aqui. Eu não acho que esteja “errado” ensinar o jornalismo mais tradicional, voltado também ao jornalismo literário. Pelo contrário! Acredito que é muito mais difícil aprender o que me ensinaram na faculdade do que o que estou começando a estudar agora. Além disso, uma boa base muitas vezes é o mais importante de tudo!)

E aí que vem a segunda parte…

Existe uma forma de fazer jornalismo que vem ganhando força: o jornalismo digital e corporativo.

Nesta modalidade, conteúdos não apenas informam e entretêm, como também ajudam empresas a se relacionarem com seus clientes,  parceiros e futuros clientes, e inclusive servem de base para que relações comerciais evoluam.

De umas semanas para cá, comecei a fazer cursos para tentar entender melhor como funciona tudo isso e, assim, me adaptar ao que o trabalho com os clientes da Handmade Content exige.

O que me chamou a atenção desde que comecei a estudar mais sobre o assunto é que essa modalidade de jornalismo também pode ser divertida e prazerosa!

Talvez não seja o que imaginava fazer quando saí da faculdade, mas, voltando ao personagem do Brad Pitt do começo do texto, é preciso adaptar-se às demandas da tecnologia se quisermos ser profissionais relevantes.

O que estudei até agora

Para começar, fiz dois cursos online gratuitos e de curta duração – ambos na RD University (a Handmade é agência parceria da RD Station):

Introdução ao Inbound Marketing  

O curso é bem didático, nada cansativo e consegue transmitir os conteúdos de uma maneira bem clara e fácil de assimilar.

No final, há a oportunidade de responder um questionário e receber um certificado de conclusão do curso.

Recomendo a todos que estão começando a trabalhar com Inboud Marketing ou querem saber mais sobre o tema.

Introdução ao Marketing Digital

Segue os mesmos moldes do Inbound Marketing, mas é mais abrangente e um pouco mais longo. Porém, a eficiência é a mesma. Dinâmico e bastante esclarecedor.

Depois de concluir esses dois cursos online, com a sugestão minha editora (e irmã) Natasha Schiebel, senti que estava pronto para realizar o curso presencial Copywriting e Marketing e Conteúdo, realizado pela Aldeia, em Curitiba.

Foram três dias de bastante aprendizado e em que pude aprimorar os conhecimentos recém-adquiridos.

Cursos presenciais são ótimos porque possibilitam que dúvidas sejam esclarecidas na hora e que os participantes compartilhem suas experiências e agreguem valor ao debate.

E agora?

Foto: João Guilherme Brotto – Tirada em Lecco, Itália

Acho que o grande aprendizado que tirei desse curto período de aprimoramento por conta própria é que quanto mais coisas aprendemos, mais percebemos que ainda há muito para estudar e se aprimorar. O importante é encarar tudo isso como algo positivo e que irá trazer bons resultados para a sua vida profissional e pessoal.

Afinal, se quisermos estar em condições de acompanhar o que o mundo exige, precisamos sair da nossa zona de conforto e, quem sabe, até trabalhar em áreas diferentes daquelas que achávamos ser a nossa especialidade.

Ps: Ainda não assistiu Moneyball? Espero que o trailer lhe convença a se programar para ver o quanto antes!

Leia também!

– Como criar conteúdo de qualidade e inovador de forma consistente
– O ofício do jornalista, a cerveja artesanal e por que você deveria educar seu cliente
– A arte de fazer revista e um olhar sobre o futuro do jornalismo impresso
– Errado é não errar

“Adapt or die”! https://www.youtube.com/watch?v=eZDBMfe3iPE

Errado é não errar

Posted on junho 5th, 2019

Tom Schiebel, jornalista da Handmade Content, participou da mais recente edição do Smart Fail (evento realizado pela Aldeia). Saiba como foi!

Por natureza, o ser humano é obcecado pelo sucesso. Alguns podem deixar isso mais claro, outros podem tentar esconder, mas a verdade é que a procura pela realização profissional, pela sensação de que o que fazemos na vida é algo bom, bem feito, faz parte do dia a dia de (quase) todos nós.

O problema é que o caminho para atingirmos nossos objetivos nem sempre é fácil. Aliás, o caminho é justamente o grande obstáculo para chegarmos aonde desejamos.

Alguns desistem logo na primeira barreira que encontram, outros na segunda, e assim por diante. Existem ainda aqueles que acreditam que, nessa jornada, errar não é permitido, e tendem a crer que erros são sinais de que as coisas não vão dar certo.

Porém, por mais clichê que seja o ditado “errar é humano” – aliás, existe algum ditado que não seja clichê?! –, ele é verdadeiro. E todos nós vamos errar até atingirmos aquilo que buscamos.

E, advinha só, continuaremos errando também quando “chegarmos lá”!

É assim que a vida funciona.

Nós convivemos com escolhas diariamente, e escolhas, em muitas ocasiões, levam a erros. Cabe a nós aprendermos com esses erros para que eles não se repitam no futuro.

Esta, aliás, é uma das principais mensagens do SMART FAIL – Um erro pode ser tudo o que você precisa –, evento realizado e promovido pela Aldeia em Curitiba (PR).

O Smart Fail

No SMART FAIL, os palestrantes têm cerca de cinco minutos para compartilhar com o público como os erros que cometeram ao longo de suas trajetórias pessoais e profissionais os ajudaram a chegar aonde estão.

Eu participei da última edição do Smart Fail, que aconteceu na semana passada, no Teatro Ebanx Regina Vogue, e posso dizer que os oito convidados divertiram, inspiraram e emocionaram o público com suas histórias. Aliás, a parte mais bacana é esta: conhecer rapidamente os palestrantes e ainda assim conseguir se identificar – e se conectar – com eles e com suas histórias.

Por mais que você atue em uma área de mercado totalmente diferente das apresentadas no palco, e que tenha um background oposto ao dos palestrantes, você consegue perceber que erros acontecem na vida de todos. E que é possível – e necessário – aprender com eles.

No evento, conhecemos histórias das mais variadas…

– Teve o cara que obteve sucesso cedo criando carteiras de bolso e não soube o que fazer com o dinheiro;

– A menina que sonhava em ajudar os mais necessitados e mudar o mundo, mas que viu que antes ela precisava se ajudar para alcançar sua meta; 

– O jovem que ganhou muita grana produzindo festas, mas perdeu tudo com drogas e álcool e recomeçou outra vez;

– A mulher em que criou um local onde outras mulheres pudessem compartilhar suas experiências de vida e se ajudarem, mas o negócio tomou uma proporção tão grande que ela se viu sem condições de tomar de conta de tudo sozinha.

Estas – e as demais histórias – deixaram uma lição muito clara: o único e verdadeiro erro é não errar. Não tentar, não ir atrás do que você deseja.

Mariana Gebran Beduschi, uma das palestrantes, citou uma frase que representa muito bem a mensagem do SMART FAIL:

“Respeite seu tempo e confie no processo. Quando as nossas falhas deixarem de nos trazer medo e passarem a nos trazer inspiração, nenhuma experiência na nossa vida será perdida e nada irá nos parar.”

E aí, você está pronto para começar a errar?

Leia também!

– 11 passos para transformar sua participação em eventos em aprendizado perene
– Como criar conteúdo de qualidade e inovador de forma consistente
– Você já se perguntou “por quê?” hoje?

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