Handmade Content

A arte de fazer revistas e um olhar sobre o futuro do jornalismo impresso

Publicado em 17 de agosto de 2018
Por:

Natasha

Schiebel

Minha história com as revistas começou muito antes de eu sonhar ser jornalista, planejar ter uma empresa de conteúdo e ser repórter/editora de publicações de circulação nacional.

Em 1998, eu tinha 10 anos e era viciada em Chiquititas – sim, a novela do SBT. Como eu não estava sozinha na “Chiquimania” (milhares de brasileirinhas da minha idade tinham a mesma paixão), o mercado editorial aproveitou a onda para faturar (muito!).

Uma vez por semana eu ia à banquinha que ficava no Shopping Panambi, em Toledo (PR), para ver se havia alguma novidade.

Não tinha erro!

“Garota”, “Menina”, “Capricho”, “Chiquititas”… as prateleiras estavam sempre repletas de revistas com personagens do folhetim estampando suas capas.

Eu, é claro, comprava um exemplar de cada. Inclusive, muitas vezes “minhas” revistas já estavam reservadas, tamanho era o meu vício e a minha fama entre o pessoal da banca.

As poucas horas de leitura de cada uma dessas revistas eram fascinantes. Além de descobrir fatos novos sobre meus ídolos, rever informações que já dominava e sonhar em ser amiga do elenco inteiro, eu viajava imaginando como seria a rotina dos jornalistas que produziam as reportagens…

Sentada no meu quarto, eu invejava os repórteres por terem acesso a informações importantíssimas muito antes de mim. Além disso, pensava sobre como as entrevistas tinham sido conduzidas, confabulava sobre o que o editor poderia ter cortado antes de fechar a revista… enfim, colocava a imaginação pra funcionar e pensava que seria um sonho estar no lugar daqueles profissionais.

Por tudo isso, hoje eu percebo que além de terem feito minha infância mais feliz, as Chiquititas também despertaram o meu amor pelo jornalismo e por produzir e compartilhar conteúdos que entretêm, ensinam, agregam valor e fazem a diferença na vida de quem os consome.

o que é marketing de conteúdo

E, para mim, quando o veículo escolhido para fazer tudo isso é uma revista, o potencial de conexão cresce ainda mais.

– Eu gosto da possibilidade de abordar assuntos com mais profundidade. Reportagens de capa geralmente são muito mais longas do que matérias de jornais, por exemplo;

– De poder deixar de lado algumas regras clássicas do jornalismo factual. 
Lead, pirâmide invertida etc;

– Da preocupação estética que torna a experiência do leitor ainda mais interessante;

– E assim por diante.

Para mim, revistas são veículos apaixonantes. Definitivamente, é o meu jeito preferido de fazer jornalismo.

No entanto, é inegável que este mercado já viveu dias melhores.

É difícil pensar, por exemplo, que hoje um adolescente esperaria uma revista chegar às bancas para descobrir novidades sobre seus ídolos. Afinal, celebridade que se preze compartilha tudo no Instagram, no YouTube e na próxima rede social da moda. Não é mesmo?

Não à toa, na semana passada a Editora Abril (que por muito tempo foi o sonho de empregador de muitos jornalistas brasileiros) anunciou o fechamento de diversas publicações que foram populares no Brasil, mas que vinham sofrendo com a concorrência da internet e por problemas de gestão da gigante comandada pela família Civita.

Sobre isso, aliás, recomendo a leitura de dois artigos escritos por colegas:

Abril e o Brasil
Sobre a Editora Abril e porque todo mundo deveria lamentar sua derrocada

A Viagem & Turismo, por exemplo, competia com milhares de blogueiros de viagem que compartilham suas experiências em tempo real e sem cobrar um tostão de seus seguidores. Nosso projeto pessoal, o blog Pra Ver no Mundo, é um exemplo disso.

É verdade que muitos “veículos independentes” não são feitos com o mesmo cuidado que é inerente a publicações de grande porte. Porém, também há muitos profissionais talentosos seguindo “carreiras solo” na internet e fazendo trabalhos de qualidade. Tanto é que muitas empresas que antes investiam suas verbas publicitárias em veículos impressos passaram a apostar no mercado digital.

Assim, fica realmente difícil justificar os custos altos da produção de uma publicação impressa. E, consequentemente, sobreviver.

Porém, apesar de entender o cenário e o momento do mercado, e de acreditar que transformações como essas fazem parte da vida, é impossível não se abalar com tantas demissões, com todas as consequências para o mercado editorial e com a falta dos grandes títulos nas prateleiras das bancas (que, aliás, também sofrem com a diminuição da quantidade de publicações impressas).

O fim das revistas impressas está próximo?

futuro do jornalismo impresso

Nove anos depois de começar a sonhar em trabalhar em uma redação de revista, em 2007 eu finalmente iniciei minha jornada neste mundo apaixonante.

Cursando o terceiro ano da faculdade de jornalismo fui contratada para ser estagiária de uma publicação de circulação nacional!

Por sorte, pelo destino ou simplesmente pelo acaso, a revista em questão era a VendaMais, que desde 1994 tem a missão de ajudar as empresas brasileiras a venderem mais e melhor. E, modéstia à parte, faz isso muito bem.

A VendaMais abriu a minha mente para um mundo completamente novo.

Logo nos primeiros meses como repórter, conheci histórias inspiradoras de empresas e empreendedores. A maioria delas tinha um ingrediente em comum: a consciência de que o amanhã se constrói hoje e que, portanto, aceitar as coisas como são e “parar no tempo” não é uma possibilidade. Uma visão que, infelizmente, muitas vezes falta a empresas tradicionais do mercado editorial. A paixão pela arte e a vontade de mantê-la intacta as prende a formatos que nem sempre são sustentáveis. Perde-se o bonde da oportunidade porque a estação de sempre ainda tem seu encanto.

O futuro do jornalismo impresso

Por outro lado, os empreendedores preocupados com o amanhã perceberam há algum tempo que organizações de todos os portes e segmentos também podem ser “empresas de mídia” e, dessa forma, expandir sua voz.

Sim, porque “emplacar uma pauta” em um veículo grande é interessante, mas de fato contribuir para o crescimento do seu mercado, tendo seus próprios canais de comunicação, e fortalecer seu branding por meio de ações de marketing de conteúdo pode ser ainda melhor.

Leia também!

O que é marketing de conteúdo, afinal?

O ponto de partida deste caminho normalmente é a criação de um blog. Porém, cada vez mais empresas não param aí, e decidem desenvolver suas próprias revistas para ampliar o alcance das suas ideias e de fato fazer a diferença na vida de muita gente que ainda anseia por conteúdo de qualidade.

Um exemplo disso é a Revista do Varejo, que desenvolvemos em parceria com a Gazin Atacado, uma das maiores atacadistas do Brasil.

O objetivo da revista, que é semestral, é levar a mais de oito mil varejistas que são clientes da empresa informações de valor, que os ajudem a vender mais, se relacionar melhor com os clientes, melhorar a gestão da loja e assim por diante.

Leia também!

Gazin Atacado: Uma estrutura completa de conteúdo para capacitar clientes

O que me leva a concluir que não, o fim das revistas não está próximo.

futuro do jornalismo impresso

O futuro é simplesmente diferente, além de instigante para quem estiver pronto para ajudar a construí-lo. Isso porque o jeito de fazer pode mudar, mas as pessoas ainda buscam entretenimento, informação e conteúdo que agrega valor, em revistas bem produzidas. Da mesma forma como eu buscava há 19 anos.

A história da comunicação mostra que não é tão fácil assim matar uma mídia. Quando a televisão surgiu, os profetas do apocalipse “assassinaram o rádio”. Veio a internet, decretou-se o fim da televisão. Décadas se passaram e ambos continuam aí. Diferentes, mas relevantes. Por que seria diferente com as revistas?

Nós da Handmade Content dominamos a arte de fazer revistas.

Entender o melhor conteúdo para cada público, apurar pautas minuciosamente, buscar histórias que mostrem os conceitos que estamos apresentando sendo colocados em prática e reproduzir isso em reportagens que não sejam apenas interessantes e envolventes, mas realmente úteis, é algo que faz nossos olhos brilharem. Mantemos a arte viva, enquanto não deixamos de olhar para o que virá.

Se você quer que a sua empresa aproveite esse novo momento do mercado editorial para construir seu próprio espaço, entre em contato com a gente e saiba como podemos ajudá-lo. Manter a chama do jornalismo impresso acesa, ao mesmo tempo em que fazemos a sua empresa a se beneficiar da nossa paixão, é uma das nossas missões.

Em meu próximo artigo, falarei sobre a arte de fazer revistas, na prática. Tem alguma dúvida sobre o assunto e quer que eu a responda no texto? Deixe um comentário!

crie conteúdos únicos e marcantes para seus clientes.

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